quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Me disseram que uma mulher precisa saber o jeito certo de segurar um homem e eu quase vomitei. De verdade. Porque sim, tem muita moça moderna que ainda acredita nisso, que brada a plenos pulmões seus joguinhos, suas artimanhas e seu esforço, bem sucedido ou não, para manter alguém aos seus pés calçados em saltos altíssimos.

Me perdoem mães, avós, amigas, tia da catequese e todas as outras propagadoras da máxima de que fêmea precisa manter relacionamento e macho na linha, mas eu realmente estou sambando para suas teorias estampadas em vestidos de chita do século passado.

Eu não consigo prender firme um coque no meu cabelo, que tem personalidade própria, nem com todos os grampos da caixinha e me dizem para prender um cara ao meu lado. Tenho que além de cuidar das minhas vontades e neuras manter os olhos constantemente no cidadão? Tenho que interpretar o papel da sinhazinha de senzala e aprisioná-lo comigo até terminar, eu mesma, virando refém de um relacionamento sem troca, sem respeito e sem reciprocidade?

Não, não. O preço de tentar segurar alguém comigo sai caro demais e não tenho disposição para pagar. Hoje sou da opinião de deixar ir, se for, sofro, me entupo de sorvete e vinho de quinta, mais sobrevivo. Se por acaso voltar, faço as unhas e as malas e vou eu mesma. Não quero na minha estrada um cara que talvez pule do carro, em movimento, na próxima esquina. Se me quiser, senta e aprecia comigo a paisagem, do contrário, a porta meu querido, está mais que aberta.

Eu quero sossegar minhas emoções na segurança do companheirismo, liberdade, amizade e cumplicidade, estes sim são bons pilares. E isso a gente só consegue mantendo a gaiola imaginária aberta. Eu não estou, com isso, falando para aceitar alguém sem caráter como companheiro. Estou apenas repetindo que ninguém prende ninguém, que ninguém fica por força e se acaso ficar, a alma acaba dando no pé e levando o amor junto.

Então, não tente segurar seu Homem, segure a si mesma, com toda a redundância da frase. Agarre sua personalidade com força, não abra mão dos seus sonhos, ou do que te faz feliz, em essência. Segure entre os dedos aquela risada gostosa de quem tem muito de si para oferecer e encontre alguém que admire isso em você. Que queira isso de você e que fique pelo simples fato de não querer partir, porque ao seu lado está bom, e ponto.



_________________________ Loui Kelly (Casal sem Vergonha)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Mulheres de 30

Tem certas coisas e atitudes que apenas as mulheres de 30 anos solteiras conseguem fazer e bancar.
As mulheres de 30 anos, já passaram por algumas coisas, e com alguns calos na alma, sentem as dores de um modo diferente...
Uma dor diferente das mulheres de 20 anos.
Uma dor diferente das mulheres de quarenta anos.
As de cinquenta, as dores devem ser mais físicas que emocionais. kkkkk!
Mas as mulheres de 30 anos, são mulheres na alma e não meninas. Sabem rebolar até o chão da vida e sobem, sem machucar a coluna do bom senso, sem ferir a dignidade.
Com 30 anos, você deve se bancar, ter o nome limpo, seu apartamento, seu carro, sua cama, seu plano de saúde, seu emprego, sua carreira.
Seu chefe vai comer seu fígado com cebola várias vezes, mas, se Prometeu acorrentado aguenta ter seu fígado comido todos os dias, por que não podemos aguentar o nosso ser comido de vez em quando?
Claro que não somos deusas, mas muitas vezes, podemos fingir ser e é isto que vale.
Vale aquilo que você acha que você é. Sua mentira bem contada para você mesma, vira sua verdade.
Mas vale mais aquilo que realmente você é.
Uma mulher de 30 anos sabe ser boa, incrível, sexy, filha da puta, competente, generosa, amiga, inimiga, indiferente.
Sabe blefar, sabe jogar, sabe amar.
Avança, tira o time de campo quando precisa, porque depois de muita porrada, aprende a ouvir os sentidos, a intuição, saca aquele jogo, porque já passou por aquela situação algumas vezes.
Sabe que dores e amores passam.
Amigos chegam, outros se vão...
Amigos queridos morrem, deixam uma saudade no coração, que é preenchida por lembranças alegres, de farras de outros tempos.
Algumas mulheres de 30 anos aguentam a loucura do cotidiano com baladinhas, bebidinhas, sexo casual, farras, remédios controlados ou descontrolados, drogas, ou se enterram até tarde no trabalho e chegam em casa e ainda encontram forças para tomar um banho, engolir uma proteína ou um pedaço de pizza de ontem, gelada ou requentada, tanto faz.
Ou vão para academia.
Ou vão para o farra.
Ou vão para o balada com outras amigas de 30 anos.
Ou vão ler, desde a Bíblia até livros de autoajuda.
As mulheres de 30 sabem na hora quando se apaixonam.
E sabem quando se desapaixonam.
Choram por amor, porque sabem que segurar o choro, é besteira, é como tentar segurar o oceano, e ninguém quer ter um Tsunami interno, estragando a alma.
E vão que vão, chamando cafajestes de príncipes, príncipes de cafajestes, ás vezes sabendo diferenciar uns dos outros ou misturando tudo em uma coisa só, até porque muitas vezes, os cafajestes são mais interessantes que os príncipes... Embora os cafajestes contam sempre as mesmas histórias e os cafajestes não tem histórias interessantes para contar.
Gostamos de gente de verdade, carne com cicatriz, manchas na alma, gordurinhas, gente que dança até o dia raiar, gente que não precisa dar satisfações para ninguém, só para o governo, que cobra nossos impostos.
Odiamos pessoas mais preocupadas em manter uma barriga tanque do que transar gostoso.
Gente que faz dieta no sexo: “não coloco a boca aqui”, não coloco a boca ali”, "nojo disto, nojo daquilo"- engraçado gente que tem nojo do gosto de gente.
Mas... cada um com sua língua.
È fodástico ser uma mulher de 30 anos.
È uma delícia ser uma mulher de 30 anos.
È doloroso ser uma mulher de 30 anos.
Porque é mais difícil nos enganar... e a verdade, puta nua e crua, não perdoa, se exibe pra gente, num strip tease total, em que a gente reconhece todas as coisas que não queríamos ver.
Enquanto isto... trabalhamos...porque a vida é cara, mas isto a gente sabe desde que nascemos.

By: Evandro Santo (Adaptado)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Tanto Mané precisando APRENDER

Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pegar uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegue e use, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".





__________Martha Medeiros

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Intimidade é muito mais do que ficar pelados



Não é o cinema acompanhado, as noites de sábado com programa garantido, o sexo quando der vontade. Não é ter alguém pra chamar de seu, não são as mensagens de bom dia, muito menos alguém pra quem comprar presente no Dia dos Namorados.Suspeito que o que as pessoas tanto busquem quando dizem que estão procurando um amor é a tão querida intimidade. Aquela coisa de querer dividir vontades, revelar segredos, contar coisas que você não contaria pra qualquer um. Intimidade é abrir a porta para o seu íntimo e deixar que o outro mergulhe nessas águas profundas e, muitas vezes, turvas.

O fato é que não é possível escolher os íntimos – eles simplesmente são.

Tem gente que força intimidade com os outros, como aquela pessoa que twitta o café da manhã diariamente, avisa quando vai tomar banho e – por que não? – posta uma foto de toalha pra a web ver. A intimidade forçada tenta ser aquela mesma, tão natural, que deixa a gente à vontade pra sair do banho de toalha na frente da prima. Mas ela jamais será. Acontece o mesmo com pessoas que se entitulam amigos íntimos de todo mundo mas que, na hora em que bate aquele desespero na madrugada, não têm ninguém para quem ligar. Afinal, só os íntimos ligam na madrugada para desabafar as dores do mundo em meio ao sono alheio.

Há também uma confusão quando o assunto é sexo – muita gente diz que sexo sem amor não é bom quando, na verdade, estavam se referindo à intimidade. Aquela mesmo que surge sem escolher a vítima. E então, reformulamos: sexo sem intimidade não é bom. Fica aquela coisa robótica, regada por uma ansiedade em agradar, por um esforço em encaixar o que não se encaixa. Mesmo com os corpos colados, existe um muro entre os dois que impede a entrega. No desespero de não saber o que fazer diante do artificial, os dois encenam uma cena patética, como o ator de teatro que sobre no palco pela primeira vez e, independente dos seus esforços, não convence ninguém de que está à vontade. Era pra todo mundo se emocionar com a história mas ela foi, na verdade, apenas e somente, uma dramatização.

Intimidade, inclusive, não depende de tempo. Você pode ser casado há 10 anos e não ser íntimo do outro. Agora, quando a intimidade existe, ela não deixa dúvidas. Impossível mascará-la. Ela chega assim, sem pedir permissão e te faz abrir a vida para aquele estranho que conheceu há menos de duas horas – ele então, passa a saber de coisas que nem aquele colega de anos imagina. Ela faz os lábios se fundirem em um só e faz com que eles dancem em movimentos sincronizados, como o time que treinou há meses. Ela guia as mãos como se possuíssem GPS para a felicidade, solta as palavras como se não existissem tabus, libera o sorriso sincero que dispensa ensaios, torna a companhia mais importante que o programa e vangloria a conversa independente do conteúdo.

Na vida, precisamos mesmo de semelhantes, de cúmplices, de íntimos. Aqueles que te permitem jogar as máscaras, que gostam de você mesmo quando se é autêntica no limite. Aqueles que te fazem entender o real significado se ser escutada, que te explicam na prática que um olhar vale mais que mil palavras e que te lembram qual o verdadeiro sentido da palavra aconchego. Intimidade, inclusive, nos faz repensar no nosso vocabulário – quando se encontra alguém que lhe é íntimo, palavras como penetração, por exemplo, assumem outro significado – porque a sexual, pode-se fazer com quem quiser. Agora, penetrar no seu ser, é exclusividade de poucos.

Sorte daqueles que encontram os seus íntimos nas tantas ruas da vida.


___________________ Casal sem vergonha

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Proibido para menores (18)



Era uma quinta-feira e como quase toda semana fazíamos, happy hour.
Faz anos que trabalhamos juntos, e nos habituamos as quinta ou sextas, sairmos para um barzinho, beber, falar da vida, de trabalho, etc. E não foi diferente.
Desde que comecei a trabalhar nesta empresa, logo nos tornamos amigos. No começo senti forte atração por ele, mas como era um colega de trabalho, não demonstrei nada e com o tempo esqueci, porque nossa amizade é muito boa.
Ele estava vestido como sempre, jeans, camiseta, a jaqueta de couro, que mais parecia um peso - afinal o dia começou quente e achei difícil que fosse esfriar, mas como São Paulo é imprevisível, principalmente em uma noite de outono...
O bar não estava muito cheio na hora em que chegamos, mas logo estaria fervilhando. Não ficava longe do trabalho, somente algumas quadras.
Como sempre, lá ficamos, entre cerveja, caipirinha e muito papo.
O tempo passou rápido e logo vi que eram mais de 10 da noite. Pagamos e ao sair senti o choque do frio que estava fazendo!
- Puxa, não trouxe blusa, vou congelando para casa.
Paramos no ponto, batia um vento terrível - o tempo tinha mudado mesmo.
- Psiu, não vou te emprestar a jaqueta não, porque também estou com frio... mas posso dividir se quiser hahaha...
- Demorou! Claro que quero, tô gelada!
Ele abriu a jaqueta e fez um sinal para que eu encostasse nele. Virei de costas e me encostei. Imediatamente senti o volume em minha bunda! Seu pau estava duro. Instintivamente pensei em me afastar e na mesma hora, como ele - que estava com as mãos no bolso da jaqueta - me puxou mais para perto.
Comecei a sentir o tesão me tomando. Encostei mais nele... embora soubesse que estávamos falando de alguma coisa, não lembro... só conseguia pensar naquele pau duro roçando minha bunda, o cheiro dele, suas mãos me apertando a cintura.
Sem pensar viro-me e imediatamente estamos nos beijando...
- Tô louco de tesão por você.
Ouvir isso me tirou completamente a sanidade. Como tenho a chave do escritório, sem pensar falei para irmos para lá. Afinal já era tarde e com certeza não teria mais ninguém lá.
Em minutos estávamos na porta... chave... destrancar... não acender as luzes.
Assim que fechei a porta, já estávamos engolindo um ao outro. Beijo longo... língua atrevida, gemo de prazer.
Suas mãos se enfiam por baixo de minha blusa e apertam meus seios. 
- Faz tempo que desejo fazer isso!
- Faz tempo que quero que voce faça... rs.
- Vamos para sua sala, que é mais afastada da rua.
Disse para ele: - E se alguém nos ouvir de fora?
Assim que abrimos a porta da sala, ele ligou o computador, afinal estávamos na escuridão. Com a luz do monitor e da janela ficou perfeito, eu conseguia ver seus olhos intensos em mim.
Meio loucamente e meio devagar, fomos nos beijando, nos acariciando... logo minha blusa está perdida entre a mesa, cadeira, papéis. Sua boca em meus seios, morde, aperta, suga... Poderia gozar fácil assim.
- Senta! - ele me diz!
Sentei em sua cadeira, rapidamente ele tirou meu jeans, se ajoelhou e segurou minhas pernas... beijou a parte interna de minhas coxas, passou a língua, mordeu, e enfiou a mão por dentro de minha calcinha que estava molhada, puxou para o lado e finalmente mergulhou... me chupou com fome, estava absurdamente molhada, enfiou um dedo, outro...gemi e sabia que logo o orgasmo viria e me deixaria levar por ele...
- Gosta disso né putinha?
Ele me olhava, eu podia ver nos seus olhos o tamanho do tesão dele ao me ver chegando ao gozo.
- goza gostoso.... Isso putinha...
Enrolei meus dedos nos seus cabelos, queria aproveitar cada segunda da boca dele em minha buceta.
E assim veio o meu primeiro orgasmo de muitos daquela noite.
Ele se levantou e nos beijamos, adorei sentir meu gosto em sua boca e eu salivava, estava louca para chupar aquele pau.
Abri suas calças e finalmente tirei para fora, delicioso...
Comecei a lamber a cabeça, e lentamente vou chupando, aumentando a cadência, sentir ele fuder minha boca. Suas mãos seguravam meus cabelos com firmeza...
- Boca gostosa... chupa vadia, que vou te fuder muito agora.
Sentia seu pau cada vez mais duro, chupava com prazer, e já não agüentando mais, queria sentí-lo dentro de mim.
- Me fode....
Ele me levantou e tirou as coisas da mesa, me deitando sobre ela.
Ele esfregou o seu pau na minha buceta, e começou a enfiar devagar a cabeça, aos poucos mais e mais fundo, me fazendo enlouquecer de tanto tesão...
- Vadia! Que buceta apertadinha!
- Mete filho da puta! Fode gostoso!
Logo começou enfiar, com força, depois devagar, seu pau grande...e nessa dança... Estou novamente gozando.
Ele virou-me debruço na mesa.
Senti ele acariciar, apertar e dar um tapa gostoso na minha bunda. Com uma das mãos ele me mantém presa a mesa. Continuou a massagear meu cuzinho. Quase gozei!
- Puta.... Sssssssss
Novamente senti esfregando a cabeça do pau dele na minha buceta, sabia que ele estava se deliciando.
- Pede cadela!
- Mete.... Tudo!
E novamente ele estava me comendo.... Enquanto seu dedo continuou no meu cuzinho.
E entre gemidos, tapas, xingos, mordidas, gozei no pau dele intensamente. Tentando não gritar.
Ele aumentou a intensidade e logo senti seu gozo em minha bunda.
Desabamos no chão...
Não sei quanto tempo ficamos ali deitados, olhei o relógio eram mais de duas da manhã.
- acho que temos que ir embora senão vamos pegar no sono e vai ser foda se alguém nos pegar aqui kkkkk - disse.
- Vou ligar pro taxi vir te buscar.
- tá e você como é que você vai embora?
- Vou de táxi também. Não se preocupe.
O táxi chega, ele paga a corrida. E antes de irmos demos um beijo longo e ele diz baixinho no meu ouvido: na próxima vou comer sua bundinha.
Sim, teve outras vezes e muitas outras loucuras, a amizade continua...mas fica para um próximo relato.

terça-feira, 12 de julho de 2016

A distância mais curta entre as nossas vontades



A distância mais curta entre as nossas vontades é um chupão de língua que ele me dá toda vez que o tesão sobe. A mão já vem sorrindo boba e me pega pela bunda. Eu gosto, confesso. Inclusive, ele segura meu cabelo com força e me morde o pescoço. É safado quando quer ser, quando precisa ser. Quando convém ser. A barba dele roça no meu rosto e eu gosto. A essência do perfume me invade e eu fico maluca.

Ele é foda: fica respirando no meu ouvido. Inspira, expira. E geme. Me deixa maluca. Normal. É o jeito dele que eu amo. Quando dou por mim, adivinha onde está a minha blusa? No chão. Sussurro um “eu te dou casa, comida e roupa jogada pelo chão”. Ele ri quando falo isso. Primeiro diz que não sei cozinhar. E comenta que só fazer brownie não adianta. Depois, fala que tem a casa dele e que eu sou muito bagunceira. Mas não abre mão da roupa jogada.

E lá se vai mais uma peça de roupa.

Incrivelmente colados, somos a representação perfeita da resposta pra pergunta “foder ou fazer amor?”. FODER COM AMOR, POR FAVOR. Parece uma montanha-russa. Uma maratona. Somos nós dois. Pelos olhos dele nos meus eu já sei que as costas vão sofrer. Ele é do tipo que arranha, morde. Ele é do tipo que me embriaga com saliva e me marca a pele com gosto.

O mais engraçado é que, durante algumas conversas, nós brincamos com as vezes que não foram tão boas. Até porque, tem dias que as coisas não dão certo.

Enquanto eu reclamava, ele ria e me perguntava quantas vezes eu tinha gozado sozinha e nem havia me preocupado com o prazer dele. Eu já fui egoísta na cama, admito.

Então, quando a cueca dele finalmente voa e para do lado da minha calcinha, sinto que preciso fazê-lo revirar os olhos hoje. Eu quero. Eu quero dar isso a ele. Quando se gosta de alguém, se quer dar tudo que ele merece. E, pra mim, ele merece gozar gostoso. Tomo mais um chupão na língua e sorrio. Aumenta a vontade.



Ele sabe encurtar ainda mais as distâncias, mesmo que elas já pareçam as menores possíveis.

A gente não quer só (ser) comida



Alguém espalhou aos quatro ventos que sexo é coisa de homem, de macho alfa e tanto faz se é príncipe encantado ou rei do camarote, ele é quem manda. Mas acredite, dos boatos históricos este é um dos mais equivocados. Porém, como então acreditamos nisso e repetimos o erro com tantas gerações? É que a mentira foi bem contada e ficou fácil de inserir no cotidiano desta espécie maluca, chamada raça humana, que acredita em qualquer bobagem repetida várias vezes. Eles não eliminaram as fêmeas do ato, apenas as colocaram como coadjuvantes, deixando o papel principal para (rufem os tambores), os homens.


Assim ficou bastante fácil – submeteram nosso tesão ao poder fálico masculino. Nos tornamos parte do prazer, sem tomar parte dele. Agora você contrariada, me diz: “ah, mas os tempos mudaram, descobrimos que “we can do it”, os movimentos de emponderamento feminino nos libertaram e com a ajuda da “Marie Claire”, travamos uma guerra em busca do nosso orgasmo.” E eu concordo, em partes. Não nos libertamos do harém, mas estamos a caminho.


Afinal, muitas moçoilas da geração Y, com pleno domínio dos seus smartphones e agendas sociais movimentadas, ainda não compreenderam os mecanismos do próprio corpo, ou sequer fazem ideia de como chegar lá, ou ter uma transa digna e cair na cama exausta. O que dizer então das mães delas, que ainda falam de sexo abaixando o tom da voz, usando codinomes bobos para as partes íntimas e abafando risadinhas quando, num jantar de família, algum patriarca deixa escapar uma piadinha com a palavra “trepar”, ou algo do tipo. Somos um bando de pretensas puritanas e perpetuamos a mentira que surgiu antes das nossas avós, mas que ainda alcança nossas mini-saias colantes.


A verdade no entanto é que adoramos sexo, tanto quanto os homens. Já passou muito do tempo em que as mulheres eram apenas objetos de desejo para os homens. Passado amigos, superem. E não importa se somos filhas, namoradas, esposas, universitária ou doutoras, também queremos foder até o dia raiar. Falamos de sexo, compramos literatura erótica, abrimos abas privadas para sites pornôs, nos masturbarmos e só queremos que nos deixem livres. Sem regras, sem amarras a menos que sejam nossos braços na cabeceira, e com consentimento, claro. Não queremos ser julgadas sobre como, quando ou com quem dormimos. Por favor, parem.


Veja que não estou culpando homens ou mulheres pelos séculos de repressão sexual feminina. Nós mulheres, por exemplo, ainda olhamos torto umas para as outras, ainda escondemos nossos desejos e perpetuamos o tabu de que sexo bom é aquele em que você satisfaz o parceiro apenas. Somos todos culpados e também vítimas. Temos uma via de mão dupla aqui, uma mulher satisfeita na cama satisfaz também o homem e vice-versa. Se apenas um dos dois estiverem gozando, tenha certeza que alguém vai ficar na mão. Sim, esta frase requer duplo sentido.
E como podemos mudar isso? Bem, que tal começar assim: homens, desliguem um pouco o pornô de quinta e leiam mais sobre o assunto, vocês tem conhecimento prático, mas alguma teoria pode ser bem útil, acredite. Ah, vale roubar algumas revistas femininas das mães, garanto que elas tem coleções completas, escondidas. Além disso, ouçam suas parceiras, por favor! Sério, tem que ser um completo tapado para não perceber um orgasmo fake, qual é? Olhem para elas, ouçam os gemidos, explorem o corpo, deem um êxtase decente e tenham certeza que, caso sua mulher fique satisfeita, ela vai ser seu maior fetiche.


Mulheres, toquem-se, conheçam seus pontos “G”, guiem o parceiro, falem sobre o que gostam, aproveitem o momento, informem-se, permitam-se realizar fantasias, parem de falar mal “das amigas” usando o sexo como forma de afronta (pelo amor), respeitem os próprios limites e, principalmente – transem. Transem muito, sem meias, sem grilos, sem neuras. Até gozar de verdade.


(Casal sem Vergonha)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Falar de relacionamentos é entrar em terreno pantanoso. Mas se há uma lei geral, ela deve dizer que tudo o que se quer é ser feliz com outra pessoa e fazê-la igualmente feliz. A vida se resume a isso. O resto é farofa.

Há casais que se encontram, sabem-se pares perfeitos e enfrentam tudo e todos: almas gêmeas. Duas pessoas que proporcionam a felicidade mútua. Seguram as pontas quando elas estão soltas, se amam no sol e na chuva, passam por cima do mundo pela certeza que têm de que estar juntos é a condição básica para viver.

Há casais que se encontram, sabem-se pares perfeitos e, por alguma razão, abdicam de sua felicidade. Cada um segue a vida tentando ser feliz naquele máximo possível com uma outra pessoa. Eles, que abdicaram de si, tentam fazer genuinamente felizes as outras pessoas que vêm para suas vidas. No entanto, jamais se esquecem da certeza de como teriam sido felizes se tivessem lutado contra o mundo e a sociedade. São, enfim, almas conformadas.

Há casais que se encontram depois de um dos dois passar por um amor mal resolvido. Em alguns casos, um dos dois ajuda o outro a se resolver. Mas já diz a sabedoria popular: o pior cego é o que não está a fim de ver. Quando o outro não quer resolver, ferrou. Nesses casos, pode acontecer da relação ser apropriada somente por um dos dois, de modo sanguessuga. O mal resolvido suga o outro para preencher a sua infelicidade afetiva. É o encontro da alma altruísta com a alma egosísta. Amor tóxico, inventado. É aqui que surgem os amores-muletas.

O amor-muleta é uma pessoa que nos ama e que fingimos amar. É uma conveniência afetiva para menos pior passar. O amor-muleta é escolhido a dedo para nos dar afeto e suporte, seja afetivo, econômico ou social. E ele nós dá tudo isso, de forma verdadeira, real, sincera. Fazemos uma escolha calculada e ideal para nós, mas que é uma fraude patente para o mundo que nos conhece de fato. Como a erva-de-passarinho, nós nos hospedamos em seus galhos para parasitá-lo, tirar o que ele tem para dar de bom sem nada dar em troca, a não ser a ilusão de uma relação que aparentemente funciona. Aparentemente. A relação com o amor-muleta é de aparência. A pessoa-muleta não sabe disso, mas nós sabemos e deixamos rolar. Isso é o escroto da coisa.

O cruel da pessoa que recorre ao amor-muleta nem é o autoengano, que, embora egoísta, pode existir como uma forma de equilíbrio do eu. Só ter chegado à qualidade de parasita afetivo já é um atestado de fracasso total. A mim, dá pena desse coração já na casa do sem-jeito. Mas o mais cruel mesmo é transformar uma outra pessoa, com afetos, desejos, planos, entregas, em uma mera conveniência. Reduzi-la a uma bateria que alimenta o tic-tac do marcapasso de um coração falido. Apequená-la ao transformá-la em um instrumento para dar conta do nosso andar capenga de nossos passos mal dados, cujas (ir)responsabilidades deveriam ser assumidas exclusivamente por nós. Mas envolvemos o outro. Inocente, ele se doa feliz a esse papel que nem sabe que desempenha nesse triste teatro do absurdo.

Não adianta o ser que faz uso do amor-muleta fazer fisioterapia. Seu andar já está atrofiado demais. Não adianta tentar se encontrar na religião, na análise, na macumba, nas drogas ou no que o valha. Para mim, essa pessoa já se perdeu ao usar o amor sincero de alguém, um dos atos mais mesquinhos que consigo vislumbrar para um ser humano. O mesquinho do amor mesquinho é que ele se sabe mesquinho. Isso que lhe corroi a alma, tenho certeza, mas não ao ponto de abandonar sua mesquinhez. Seu egoísmo está na base de sua pirâmide de Maslow psíquica. Foda-se o outro que eu amo.

Nietzsche dizia que o amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são. Estava certíssimo o filósofo. Por isso que no amor verdadeiro titubeamos, pisamos em falso, estendemos a mão e sorrimos. Por isso que no amor verdadeiro pisamos na bola, nos recompomos, sacodimos a poeira e vamos adiante. Por isso que no amor verdadeiro somos capazes de gritar ao mundo que amamos, sem vergonha de ser piegas ou invejado. O amor verdadeiro é nosso e o mundo, se quiser, que o entenda. Dane-se a racionalização, danem as explicações lógicas amparadas nas leis da física ou da química. Mas o amor-de-muletas… ah, ele não. Esse precisa se explicar, parecer equilibrado, manter as aparências para os paparazzi da vida. O amor-de-muletas não se sustenta comendo pão com ovo, com a despensa vazia e suas dores. Sabe, leitor, precisamos ler mais Nietzsche.

Abandonar a vida por um sonho é estimá-la exatamente por quanto ela vale. Essa frase é de Montaigne. Construir um castelo de vidro ou morar numa casa caiçara ouvindo o mar é uma sempre opção. Mas sonhos existem antes de nós. Eles se apresentam para que nos os busquemos. Sonhos feitos a posteriori, às custas alheias, não são sonhos: são pesadelos. Uma hora se acorda, todo suado, e a casa cai.

Todos temos o dever de ser felizes. Todos temos o dever de buscar um amor verdadeiro. Todos têm, por isso, o direito de errar nas suas escolhas: uma, duas, dez, cem vezes, que seja. Desde que a busca seja genuína. O que não se tem direito é de fazer dessa procura legítima uma busca calculada, que envolve outras pessoas como substitutos-fakes daqueles que ficaram para trás porque não os quisemos, porque não nos quiseram mais ou porque erramos nos passos e nas decisões tomadas. Viver com alguém e pô-lo à sombra e na sobra de nosso passado mal resolvido é cruel. Porque esse alguém tem uma vida e está apostando tudo também. Se vamos, então vamos por inteiro, não aos pedaços, como hansenianos do amor. Deixemos para trás as coisas boas na antologia universal do amor e mandemos as ruins para o raio que as parta. Encarnar um espírito de um velho amor obsessor na nova escolha afetiva é endemoniar uma alma boa. É um exorcisimo ao contrário.

Você pode discordar de tudo o que eu falei. É um risco que sempre se corre ao escrever. Porque falar de relacionamentos é entrar em terreno pantanoso. Mas eu pago para ver porque acredito que o que se quer é ser feliz com outra pessoa e fazê-la igualmente feliz. O resto é farofa. O problema é fazer da farofa o prato principal e não querer ser chamado de farofeiro.

Em cada frustração existe uma desilusão.Em cada desilusão uma oportunidade de recomeço. Frustrar-se é de lei para quem busca. Morar na frustração e compensar com enganos e autoenganos é de lei para os que ainda não compreenderam que qualquer maneira de amor vale a pena, que qualquer maneira de amor vale amar. Desde que seja amor de mão-dupla, sem muletinhas. Senão, cedo ou tarde, bate-se com a cara num beco sem saída. Um beco escuro e fedorendo. Vai por mim, leitor. Só vale a pena ser feliz se os dois forem."





_____________ Sérgio Freire

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, o mundo continua rodando, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, existem coisas que não precisam ser explicadas. (Pelo menos para mim).

O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, o coração bater forte, o sorriso saltar da cara. Eu acho que as pessoas são sempre grandes e às vezes pequenas, igual brinquedo Playmobil. Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas para isso existem o lápis-de-cor e o amor que a gente aprendeu em casa desde cedo. Lembra?
Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).

Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de filme de terror, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos entram e saem, nunca sei aonde fui parar. Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre pergunto se você está feliz, se eu estou linda, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim, se o café ficou forte demais. Eu sou assim. Nada de meias-palavras. Já mudei, já aprendi, já fiquei de castigo, já levei ocorrência, já preguei chiclete debaixo da carteira da sala de aula, mas palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força.

Sou menina levada, princesa de rua, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Beijo escondido, faço bico, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Amo e invento. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Sem pudor. Quer me entender? Não precisa. Quer me amar? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Criança não liga pra preço, não liga pra laço de fita e cartão de relevo. Criança gosta de beijo, abraço e surpresa!


______________________________________ Fernanda Mello

terça-feira, 5 de julho de 2016

Há um Amor



Há um amor que é diferente, que a gente encontra no canto da sala, jogado no sofá. Há um amor com quem a gente divide um colchão no chão na tarde de domingo, entre cochilos e programas de TV. Há um amor que a gente carrega na garupa da bicicleta, indo ali a duas esquinas, fazendo do percurso o melhor lugar para se estar. Há um amor que é no meio da tarde, num lanche de padaria, com café, pão, queijo e manteiga, e muita coisa para conversar. Há um amor que divide os planos do dia a dia, que enquanto você adianta em um banco, ele vai para a fila do outro, guardar o seu lugar. Há um amor que divide as contas e a correspondência, um amor que divide o teto, as louças na pia, o chão para limpar. Há o amor no fim da noite, que vira e remexe, tomando espaço, puxando todo o edredom, mas que vai te realizar amanhã num 'bom dia', um amor disposto a te ver acordar. Há amores que sentam na praça, outros que preferem ficar em casa, os que assumem a balada, os da pizzaria e há o amor que sai para dançar. Há um amor que não escreve poemas, mas a quem você pode pedir, sem cerimônias, para falar ou para se calar. Há um amor que é diferente, que a gente não vê nos filmes, nem nas novelas, mas que são os mais próximos que possam estar. Há um amor dentro de casa, que você vê descabelado, que vai garantir que ouviu tudo o que você disse, mas vai acabar ligando do supermercado para perguntar. Há um amor que a gente vive, que não se explica, que talvez a gente não sinta o tempo todo, mas que num momento ou outro do dia a gente vai acabar por se lembrar. Há um amor que é só seu, que nenhum verso define. Um amor que nem todo corpo já encontrou, mas que toda alma está disposta a esperar.


____________________________ PH Almeida

quarta-feira, 8 de junho de 2016



aqui tem um cantim apertadim
mas cabe você e eu também todim.
é quentim, não te deixa sentir frio
pode ficar aqui se quiser, nem precisa ir embora.
traz suas roupas, traz sua vida e sua risada.
a gente pode combinar umas aventuras.
caminhar na chuva de meia molhada
uma corrida no calor com sorvete na mão.
pode ficar por aqui.
vai que você se sente bem?
vai que sou quem você precisava conhecer?
como saber?
fica porque te esperei aparecer.
faltava sua energia na minha vida.
jogou luz e cor para o cinza da minha rotina.
fica se quiser, mas fica porque eu quero também.
e fica porque vou te fazer não querer sair.
aqui tem um cantim apertadim
mas cabe você eu também todim.
é pequeno, mas grande de paixão.
cabe você e eu bem aqui no meu coração.



por Márcio Rodrigues.

terça-feira, 24 de maio de 2016



Sexo é bom, sexo é muito bom, sexo é bom demais. Poder transar com quem você quiser, quando você quiser, é melhor ainda. Sim, essa é uma das vantagens de morar sozinha, talvez a mais insignificante, mas é. E é esse detalhe – que talvez esse fator seja o mais insignificante das vantagens em morar sozinha – que boa parte dos homens ignoram quando uma mulher lhe conta que como companhia em sua casa, só a tem mesma.

É como se existisse um código na frase “eu moro só”, que ao pronunciá-la, automaticamente boa parte dos interlocutores, lessem “Disponibilidade para transas avistada”. E de repente, todas as saídas terminam com o auto-convite para entrar e conhecer o apartamento. De repente, quem você mal conhece, te chama pra brincar de cozinhar e beber vinho na sua casa. De repente, não mais que de repente, pra quê motel, não é mesmo? Fazer a corte, desenvolver afeto e cumplicidade se tornam objetivos secundários quando se sabe uma oportunidade de terminar um beijo quente na cama disponível.

Não tenho nada contra transas em primeiros encontros, tampouco as pessoas que moram sozinhas aproveitarem essa liberdade de levar quem quiserem para suas respectivas casas. O que tenho preguiça é da intimidade que não existe que de repente pintam. Tenho preguiça dos atalhos pegos, dos rituais de conquista ignorados. Talvez isso signifique que estou ficando velha e careta. E pra falar a verdade, é mesmo. Eu ainda prefiro a caretice de me apaixonar, ou de sentir – no mínimo – um arrepio que sobe pela espinha e termina no peito, antes de abrir a porta da minha casa, e as pernas.

Uma mulher pode ser tão ninfomaníaca quanto qualquer homem, pra falar a verdade, boa parte de nós, somos. Faz parte da nossa conquista essa liberdade sexual. Mas, não custa nada, tentar conhecer primeiro a pessoa antes de conhecer-lhe a cama. Ao menos pra mim, é imprescindível a existência da confiança para que adentrem porta adentro da minha vida. E com outras garotas também é assim.

Transamos quando quem queremos, com queremos e em nossos apartamentos, inclusive. Mas morar sozinha, não significa que estamos disponíveis para transar simplesmente por esse fator.

Então, segurem os periquitos e as periquitas, porque com certeza, continuarão existindo amassos quentes, mas o jantar em residência, só acontecerá quando quisermos –e se quisermos.


__________________________ Ca Cau Mila 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

E por falar de Amor, sem Dor



Existe sim um caminho detrás da porta, algo novo que só chega a quem não se rende ao cansaço do sonho antigo, porque sabe que a felicidade é um amor adormecido: precisa de cócegas de fé para se expressar.

Existe sim uma lua nova pairando no céu, irradiando luz sobre a sombra negra que ficou no lugar do que se deixou para trás. Existe esperança no recomeço, dizendo baixinho ao pé do ouvido que o que é seu chegou e que o destino não te esqueceu: ele se reinventa em novos passos e tudo – ainda – pode vir se você continuar a caminhar.


Existe sim um amor aquecendo o cobertor, uma paz dividindo o travesseiro, um sorriso depois do boa noite, duas xícaras postas pro café da manhã. Há alguém do outro lado do espelho, refletindo em você as respostas que você não desistiu de encontrar. Há alguém que te resgata e te comprova. Alguém que te faz além, sem deixar o teu básico: que te transborda, entendendo que, antes, é preciso te completar.

É, eu sei, essa história do amor que sempre vem parece pouco consolo para quem já está há muito tempo na espera. Para quem já se perdeu em confrontos de reconhecer o seu par. Mas, eu ainda acredito quando garanto que a vida é uma estrada que tem lá seus muitos sinais vermelhos, mas é sempre sábia na travessia segura: as coisas boas só chegam quando a gente está pronto para encontrá-las.

Existe sim uma nova sorte, outra razão, um novo porquê. Existem mãos que tocam as tuas esperas, um abraço que cabe tudo aquilo que você sempre precisou encaixar. Existe um amor que se reserva em pertencer ao teu destino, não tenha medo de o receber e se entregar.







________ PH Almeida

quarta-feira, 23 de março de 2016

Mulher de Áries




Mulher de ‪#‎Áries‬
A menina que cresceu e virou mulher, que deixou de acreditar em conto de fadas, que começou acreditar que só o amor vence as dificuldades e ultrapassa as barreiras mais difíceis da vida. Aquela que não gosta de amor impossível ou irreal, mas sim do amor que lhe fortalece e lhe dá ânimo para vencer a tristeza. A menina que erra bastante, as vezes acaba magoando pessoas que gosta muito e que não desiste dos seus ideais nem de seus sonhos...
Não olhe para mim e tire conclusões precipitadas pela minha aparência ou pelo meu modo de pensar. Posso ser chata, enjoada, complicada, problemática, extressada ou patricinha algumas vezes, mas não se conhece uma pessoa pelo seu "jeitinho" ou por pouco tempo de amizade, porque a verdadeira amizade é aquela que tem um começo mas nunca um fim. Posso estar certa de que tenho inimigos, mas são eles que me fortalecem e me dão sucesso. A vida é cheia de barreiras para ultrapassarmos mas o caminho que construir pela estrada da vida me deixa mais forte e...hoje posso me olhar no espelho e ver que não deixei rastros ruins por onde passei !!!
Ah...e a diferença entre mim e a cinderela ???
É que meu encanto não acaba a meia noite !!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Encontre Você

Não procure alguém que te complete, pra ser sincera, não procure ninguém. As melhores coisas da vida acontecem quando você menos espera. Acontecem quando tem que acontecer. Se for pra encontrar, encontre alguém pra sentar no sofá, bagunçar o teu cabelo e assistir aquela filme que você ama mais que sempre faz ele dormir. Encontre alguém que tenha assuntos pra conversar com você no final da noite, mesmo depois de um dia corrido, ou alguém que dispute quem de vocês faz mais pontos em Criminal Case. Se tenha por completo, esteja bem com você mesma, dê tempo pra você, porque quando a gente se basta o outro só chega pra somar. Antes de se apaixonar por alguém, se apaixone por você. Antes de querer alguém pra amar, ame-se e o outro chegará quando você menos esperar. Antes de correr atrás de alguém, lembre-se que ainda tem Netflix e uma temporada inteira daquela sua série favorita pra assistir. 

Não procure alguém pra te tirar o tédio, pra dar as mãos, pra ocupar o lado esquerdo da cama e do peito se você não tiver certeza de que sozinha ocupa bem a cama e a si mesma, que sozinha você vai longe, que você não depende de ninguém pra isso, que também é capaz de encontrar os seus caminhos e que não precisa de ninguém pra te levar a lugar algum. Se carregue, se leve, seja livre, porque é de gente livre, leve e solta que o amor precisa. Quando você entende que a leveza da tua alma e a paz da tua vida não merece ser trocada por nenhum peso ou bagunça sentimental, o outro só chega pra seguir o fluxo de um amor tranquilo, pra te apresentar novos lugares e caminhos.

Não procure alguém só pra chamar de ''amor'' ou só pra apelidar de algum desses nomes fofos-clichês. Não procure alguém só pra ter quem apresentar no encontro com seus amigos, ou pra ter um colo pra pegar no sono quando o estresse do trabalho atormentar. Não se mantenha em lugares que só te perturbam, e isso também vale pra pessoas. Já perdemos muito tempo tentando seguir caminhos que não são os nossos, tentando aprender coisas que não queremos, ficando com pessoas que não suportamos. Onde não existir amor, não te demores.

Encontre alguém que, mesmo com nome e sobrenome, te faça entender o significado de chamá-lo de ''meu amor'', alguém que esteja disposto a te dar colo, carinho, afeto, não somente nos seus melhores dias, mas nos piores também, alguém que os seus amigos reconheçam como ''a pessoa certa pra você'' e concordem quando você sorri ao falar dele.

Não procure alguém só pra te ligar e conversar sobre saudade, combinar um cinema num sábado a tarde, ou só pra te dizer que vai aparecer quando der. Encontre alguém que esqueça de te ligar pra te avisar e chegue na tua casa de surpresa pra matar a saudade. Não procure alguém pra ocupar a tua vida, porque às vezes a gente perde muito tempo com quem ocupa espaços que não merecem ocupar. Poupe seu tempo e sua paciência com quem só sabe te dizer: ''não sei/vou pensar/qualquer coisa eu te ligo''. Dê o seu tempo a quem te diz ''tô indo/abre a porta que eu já cheguei''. 

Não procure alguém só por estimação, pra preencher suas horas e ocupar os seus momentos, porque quando você é capaz de preencher sozinho a sua vida, você se ocupa por inteiro, e você passa não desejar qualquer coisa, a não aceitar nada além de alguém que se realize com você, porque se for pra ser mais uma página a ser rasgada, melhor escrever o livro sozinho.


_________________ Iandê Albuquerque

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Só resta esperar

Volta e meia, quando sozinha, me coloco a pensar no que sinto. E como sinto… Como todos, sinto saudade, medo de nunca ser aquilo tudo, medo de continuar amando quem nunca mais se fez presente. Ainda não sei se sentir tanto como sinto é algo que me faz bem. Por um lado, vejo alegria nos detalhes e nos abraços que já dei, por outro, me faço triste por amar tanto, só, por amar.

Acontece que ultimamente, mesmo na minha eterna pressa de ser feliz, estou aprendendo a esperar. Não esperar que as coisas caiam do céu, que pessoas que nunca mais me deram o ar da graça me liguem dizendo estar com saudade, muito menos que na esquina de casa o meu coração volte a bater pelo mundo. Mas, esperando que os meus sonhos e amores sejam distribuídos no tempo certo.

Algumas pessoas clamam, pela ansiedade e euforia de ser feliz, e pouco entendem a virtude de esperar. Esperar não é triste ou vergonhoso. Triste é não ter paciência para ser feliz e descartar a possibilidade do tempo de deixar as coisas mais lindas e eternas. Na obviedade da palavra, esperar não é manter-se na inércia, mas ser paciente para saber que a sua falta de inércia, um dia, lhe trará resultados.

Então, sem saber o que ainda virá, a gente espera. Espera amar e ser amado, espera a morte, espera que a felicidade que a gente imagina exista, espera provar para o mundo que nós podemos mudar… E de espera em espera, a gente acha que um novo amanhecer tem como obrigação renovar as nossas esperanças. E de vez em quando é isso que acontece. Mas, às vezes, a gente só lembra um pouco mais da dor de ontem. Rodopia. Não quer sair da cama. Quer sumir num mundo que haja todo amor do mundo, ou, que não haja nenhum.

Nessas horas só nos resta ficar em silêncio e continuar. Esperar. Continuar acreditando que o amor existe, que a vida saberá distribuir momentos de alegria para cada um de nós e que o mundo há ser lindo e realizador como a gente sonha. Esperar é acreditar no que há por vir. É entender que contra o tempo a gente não pode lutar, então que sejamos amigos dele.

Agora, tomando um café pelas altas horas da noite, continuarei aqui, quietinha, fazendo o que eu posso; esperando o meu amor, os meus sonhos, as minhas alegrias e doando sorrisos às bocas que ainda me fazem companhia.

E para o meu amor que está por vir: saiba que, sem esperar, eu, só, te espero.


______________________________ Frederico Elboni

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Feliz e Solteira


Em relação ao amor, hoje sou menos iludida, mas também muito mais criteriosa. Não que eu tenha desistido deste sentimento, mas aquela empolgação juvenil e até inocente já não existe mais.

O X da questão é que já vivi situações o suficiente para perceber que relacionamento amoroso não envolve só sentimento. Envolve diferenças, envolve família, envolve vizinho, cachorro, smartphone e papagaio. Dois deixam de ser dois e passam a ser um número incontável de gente, torcendo por sua felicidade ou não. Envolve paciência, pressão, frustração, desconfiança. Claro que envolve também coisas maravilhosas, como vida compartilhada, companheirismo, afeto, amor, confiança.

Eu me lembro muito bem quando eu tinha 15 anos e sonhava em namorar. Achava que era o melhor que me poderia acontecer na época, mas não aconteceu… Fiquei frustrada, mas fui levando. Quando eu finalmente tive um relacionamento mais profundo posso dizer que a vida me deu um tapa na cara.

Namorar não era nada daquilo que eu criava fantasiosamente. Não fiquei amarga ou desesperançosa. Fiquei realista.

Hoje, após alguns relacionamentos profundos e aos 38 anos, eu vejo o quanto ser solteira representa liberdade e aprendizado pra mim. Não tenho medo de ficar sozinha em casa em pleno sábado à noite. Não tenho medo de ir a eventos sociais sem um cara a tiracolo. Eu construí a vida com os meus passos. Um atrás do outro, aos trancos e barrancos. Mas hoje eu sou eu. Patricia Quem entrar na minha vida não será o protagonista pois a protagonista já existe. Quem entrar na minha vida se tornará referência e não a coordenada. A recíproca, é claro, é verdadeira.

A questão é que as frustrações me ensinaram a me amar mais, a valorizar mais meus momentos comigo mesma. Estar feliz e solteira me ensinou a ser mais exigente. E alguém para adentrar no meu mundo tem que fazer por merecer. Se ficar com joguinho, se ficar com palavras fartas e atitudes vazias eu, simplesmente, perco o interesse.

Eu gosto tanto de escrever, eu gosto tanto de estar e conversar comigo mesma que não dá pra trocar isso aqui por um “Oi, gata” ou pior: “Oi, sumida” sendo que sumida eu nunca fui. Não dá para trocar assistir Downton Abbey na Netflix por uma conversa superficial ou sem afinidades.

Só vai entrar na minha vida quem realmente merecer. Porque vida é mais íntimo que quarto, vida é mais íntimo que cama. As pessoas costumam relacionar intimidade com sexualidade. Mas intimidade é sonho, é medo, é esperança, é falar do passado, da infância, é planejar um futuro, é olhar juntos para a mesma direção. Intimidade requer tempo, requer dedicação, requer interesse profundo. Intimidade é oposto de superficialidade. Intimidade não é saber a cor da calcinha ou do sutiã. Intimidade é saber a cor dos sonhos, a cor dos olhos quando choram, a forma exata dos lábios quando sorriem. Intimidade não é ver alguém de lingerie… Isso você pode ver a qualquer momento, com alguém que você conhece há muitos anos ou há poucas horas. Intimidade não é ver alguém se despir das roupas. Intimidade é ver alguém se despir das barreiras, dos medos, das suas verdades incontestáveis, das suas certezas absolutas. Intimidade é a entrega, mas não a entrega do corpo. Intimidade é a entrega mais difícil: a entrega da alma e do coração.